sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

MAIS UM BESTEIROL EVANGÉLICO


Quem gosta de filmes com certeza sabe avaliar e dizer que, da década de 90 para cá, os filmes de comedia são de baixa qualidade. Foi por isso que, no ano de 2001, os estúdios de Hollywood lançaram um filme chamado “não é mais um besteirol americano”. Mas foi, apenas, mais um filme de comedia ruim.

Por que estou dizendo isso: é porque tenho encontrado no meio da igreja evangélica muita similaridade com estes filmes. A baixa qualidade nas pregações/ensino realizadas nos púlpitos e as histerias que tais discursos provocam, são idênticas aos filmes de comedia de Hollywood.

Esta deficiência nos sermões de hoje é fruto de uma distinção que ocorre principalmente em igrejas pentecostais: a distinção entre pregação e ensino.

Para um crente pentecostal, pregação de qualidade deve conter: citação de vários trechos da bíblia; sessão de revelação; falatório noutras línguas; o uso de chavões; o pregador deve sair em disparada falando freneticamente por alguns minutos e quase sem tempo para respirar; gritaria e histeria para todos os lados; e mais um monte de coisas que só alienam, mas não alimentam.

Para estes, o que aconteceu no dia em que Jonathan Edwards pregou seu sermão “pecadores na mão de um Deus irado”, em que a multidão entrou num frenesi desvairado, é referencia de “avivamento” e de pregação bem sucedida.

Já o que eles chamam de ensino é: todo o ato de ministrar a Palavra com ótima exposição do texto; o pregador expor, com calma e sobriamente, o conteúdo proposto; não se tem gritaria, ou seja, todo mundo fica quieto e prestando atenção; nos cultos de ensino não se tem sessão revelação. Resumindo: ensino, para estes, é todo o ambiente pacificado e tranqüilo, onde a histeria passa de largo.

Porém, toda esta tentativa de diferenciar as duas coisas não passa de tolice, pois tenho uma noticia a dar a todos estes que assim pensam: não existe diferença entre ensinar e pregar. Tanto na etimologia, como na prática, a execução de ambas as palavras se dão da mesma maneira. Logo não existe diferença alguma. Porque a pregação do Evangelho é o ensino da Palavra e o ensino da Palavra é a pregação do Evangelho.

Toda esta tentativa de criar um conceito se deve as seguintes coisas:

  1. Porque a filosofia que rege o atual sistema já está presente nos arraiais eclesiásticos: No nosso sistema atual valorizam-se as aparências – não importa se você é, o importante é parecer que é – e isso já entrou na igreja faz muito tempo. Não importa se tais manifestações são vindas de Deus, o importante é ter num culto tais manifestações.

 

  1. Porque estamos vivendo a época onde a consciência já não tem mais espaço; o que vale hoje é massificação dos sentidos: os crentes pentecostais acham que o conhecimento na Palavra promove o esfriamento da fé, por isso, existirem, em algumas igrejas, ainda, a aversão a teologia. O negocio no meio evangélico é sentir arrepios daqui, dali, para permanecer num constante estagio de infantilização da consciência.

 

  1. Porque na cabeça de muitos crentes essas manifestações são as provas mais evidentes da existência de Deus: nesta hora, contraria-se a própria Palavra: enquanto Paulo adverte aos cristãos de Corinto para que não promovessem a histeria coletiva, pois não há edificação em nada disso, hoje queremos demonstrar as pessoas que Deus existe por meio de tais praticas.

O que nós precisamos entender é que em nenhuma parte da Bíblia você encontra Jesus eufórico, cheio de discursos entusiástico; pelo contrario, nós percebemos Jesus ensinando com toda a humildade, mansidão e tranqüilidade. E todo este gesto de Jesus pode ser percebido em um de seus ensinamentos: quando ele ensinou que o Reino é das criançinhas.

Agora ensinar desse jeito não causa admiração (exterior), não promove discursos com muita gritaria (exterior), não arranca muitos chavões do publico (exterior), não cria atmosfera para a adoração-histeria (exterior); mas ensinar assim promove a construção do caráter (interior), ajuda na caminhada para a pacificação dos sentidos (interior), auxilia no crescimento da consciência (interior) e nos ajuda a re-vermos nossos princípios (interior).

O meu desejo e anseio é que voltemos o nosso olhar para Jesus, a fim de que, com sua simplicidade e observando seu modo de viver e agir, aceitemos que para Jesus, pregar é ensinar e ensinar é pregar.

Pois esta é a grande lição: o poder da pregação não deve ser medido pela capacidade de causar arrepios ou fazer uma multidão, euforicamente, glorificar a Deus. O poder da pregação é a capacidade dele transformar mentes reprováveis e cheias de complexificações, em mentes que consigam crescer na graça, no conhecimento e na simplicidade do nosso Salvador.
Se na hora da mensagem não acontecer tal lição saiba: Isso não passa de “mais um besteirol evangélico-americano”.

Nele, que foi manso e humilde enquanto pregado

Victor

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

GENÉRICO X AUTÊNTICO



Apresento abaixo alguns princípios para que você possa identificar que tipo de “cristo” estão pregando na sua igreja:
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JESUS: Aceitava pessoas pobres e ricas, sem tratá-las de forma diferente por este quesito.
GEZUZ: Só abençoa quem deixa a contribuição financeira no seu altar.
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JESUS: Ficou irritado ao ver pessoas vendendo coisas no templo e transformando a casa de oração em comércio.
GEZUZ: Adora ver a igreja ser um comércio, pois assim, com o dinheiro, ele pode ter novas filiais de suas empresas-igrejas para mais pessoas conhecerem seu lindo nome: Gezuz!
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JESUS: Não deixava os demônios falarem.
GEZUZ: Adora ver os demônios falar, dar entrevistas e fazer espetáculos para impressionar as pessoas e prendê-las na religião pelo medo.
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JESUS: Para ele o amor é muito mais importante do que o dízimo.
GEZUZ: Até entende se você não amar, afinal, a carne é fraca, mas se você não der o dízimo, ele deixa o devorador comer o teu salário.
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JESUS: Revelou com detalhes a vida da mulher samaritana.
GEZUZ: Não conhecendo muito bem as coisas, chega numa platéia com mil pessoas e chuta: “Tem 10 aqui com dor de cabeça, 8 com reumatismo, 3 com causa na justiça, 40 desempregados...”
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JESUS: Soprou o Espírito Santo em seus discípulos.
GEZUZ: Só dá o Espírito Santo se você falar meio enrolado e desembolsar uma graninha.
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JESUS: Teve medo no jardim do Getsêmani.
GEZUZ: Diz que o medo vem do diabo.
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JESUS: Chamou pessoas que usavam a religião como causa de ganho financeiro e status de hipócritas, mentirosas, raças de víboras e filhas do inferno.
GEZUZ: Chama pessoas que usam a religião como causa de ganho financeiro e status para se assentarem no púlpito da igreja e darem uma palavra.
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JESUS disse: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. (lucas 6:20).
GEZUZ disse: bem-aventurados vós que sois ricos, por que pobre ou está em pecado ou precisa de um verdadeiro encontro comigo.
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Ora, não há outro salvador a não ser Jesus! (At 4.11-12). Não deixem que te empurrem esse placebo chamado Gezuz goela abaixo; foneticamente parece a mesma coisa, mas quando observamos seus ensinos vemos que ele é muito diferente do nosso Salvador, o Senhor Jesus.

Se o Jesus que estão pregando em sua igreja é o Gezuz, saia fora dela enquanto é tempo. Mas não fique por aí perdido não: procure uma igreja bíblica e cristocêntrica, que pregue a Jesus, e não Gezuz. Eu sei que essas estão escassas, mas posso te garantir que elas ainda existem!
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Por Leonardo G. Silva – Th.M.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Quando digo: Eu sou cristão


Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Não estou gritando, “Eu sou salvo!”
Eu estou sussurrando, “eu me perdi! É por isso que optei por este caminho”

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não falo com orgulho humano
Eu estou confessando que tropeço e necessito que Deus seja o meu guia

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não estou tentando ser forte
Estou professando que estou fraco e oro por força para continuar

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Não estou me gabando de sucesso
Eu admito eu sou falho e não posso pagar a dívida

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não acho que eu sei tudo
Apresento à minha confusão pedindo humildemente para ser ensinado

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não pretendo ser perfeito
Minhas falhas são demasiadamente visíveis, mas Deus acredita que eu possa valer a pena

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”, eu ainda sinto o cheiro da dor
Eu tenho a minha quota de melancolia, é por isso que vou buscar o seu nome

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” não estou querendo julgar
Eu não tenho autoridade - Eu só sei que sou amado.